Publicidade Médica em Dermatologia: O Que o CFM Permite (e o Que Não Permite)

    25 de julho de 2026
    4 min de leitura
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    A Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde 11 de março de 2024, ampliou de forma significativa o que um dermatologista pode divulgar. Hoje é permitido mostrar o ambiente de trabalho, divulgar equipamentos da clínica, publicar imagens de antes e depois com finalidade educativa, repostar elogios de pacientes, anunciar pós-graduações concluídas e até informar o preço da consulta. O que antes era zona cinzenta virou regra escrita — e a maioria das clínicas ainda não ajustou sua comunicação a isso.

    O resultado é um custo silencioso: dermatologistas que deixam de comunicar autoridade por medo de infringir uma norma que, na prática, já foi flexibilizada — enquanto concorrentes menos qualificados ocupam o espaço digital.

    O que mudou com a Resolução CFM 2.336/2023

    A norma foi publicada em setembro de 2023, após três anos de discussão e mais de 2.600 sugestões recebidas, e substituiu o entendimento anterior sobre publicidade médica. A mudança conceitual mais importante é a separação entre dois termos que antes eram tratados como um só:

    • Publicidade — promover a estrutura física, os serviços e as qualificações do médico.
    • Propaganda — divulgar assuntos e ações de interesse da medicina.

    Essa distinção importa porque abriu espaço para o médico comunicar competitividade sem que isso seja automaticamente lido como mercantilização da medicina.

    O que passou a ser permitido

    • Mostrar o ambiente de trabalho e as instalações da clínica.
    • Divulgar equipamentos e tecnologias disponíveis no consultório.
    • Publicar imagens de antes e depois, desde que com finalidade educativa.
    • Repostar elogios e manifestações espontâneas de pacientes.
    • Anunciar pós-graduações e formações concluídas.
    • Informar o preço da consulta.

    As condições que continuam valendo para imagens de pacientes

    É aqui que a maior parte dos deslizes acontece. Quando a fotografia vem do arquivo do médico ou do estabelecimento, duas condições são cumulativas: é preciso obter autorização do paciente para a publicação e, mesmo com essa autorização concedida, a imagem precisa garantir o anonimato, respeitando o pudor e a privacidade da pessoa.

    Ou seja: autorização assinada não dispensa o anonimato. Na prática, isso significa enquadramentos que isolam a região tratada e evitam elementos identificáveis — rosto inteiro, tatuagens, acessórios característicos, cenário reconhecível.

    Como transformar as regras em vantagem competitiva

    Quem trata a norma apenas como limitação comunica pouco e mal. Quem entende a lógica por trás dela percebe que o CFM privilegia exatamente o tipo de conteúdo que constrói autoridade de longo prazo:

    1. Conteúdo educativo vale mais que oferta

    A finalidade educativa é o critério que libera o antes e depois. Isso empurra a comunicação para explicar indicação, mecanismo e expectativa realista de resultado — que é, não por acaso, o conteúdo que o Google mais recompensa em temas de saúde.

    2. Qualificação pode e deve ser comunicada

    Pós-graduações, títulos e formações concluídas são divulgáveis. Em um mercado onde profissionais sem formação específica disputam os mesmos procedimentos, deixar de comunicar formação é abrir mão do principal diferencial do dermatologista.

    3. Transparência de preço filtra agenda

    Anunciar o valor da consulta é permitido e funciona como qualificador: reduz volume de contato desalinhado e aumenta a proporção de pacientes que chegam prontos para agendar — especialmente relevante para clínicas em transição para o modelo particular.

    Onde isso se encaixa na estratégia

    Conformidade é pré-requisito, não estratégia. Depois de ajustar o que se comunica, a pergunta seguinte é onde comunicar — e a resposta, no caso de dermatologia, começa na busca ativa. Tratamos disso em detalhe no nosso guia de marketing para clínicas de dermatologia, que cobre a integração entre Google Ads, Google Business Profile e SEO.

    Se a dúvida for sobre como estruturar a captação com anúncios dentro dessas regras, veja também tráfego pago para clínica de estética — a lógica de campanha por procedimento se aplica igualmente à dermatologia.

    Observação: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta ao texto integral da Resolução CFM nº 2.336/2023 nem a orientação do Conselho Regional de Medicina do seu estado.

    Escrito por

    MC

    Mariana Cerqueira

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